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 Hawker Beechcraft excluída da concorrência Light Air Support

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Cristiano Goulart
 
 
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MensagemAssunto: Hawker Beechcraft excluída da concorrência Light Air Support   Seg 28 Nov 2011, 08:55


A USAF (Força Aérea Americana) excluiu o Hawker AT-6 da concorrência para
uma nova aeronave leve de ataque, e deixou o Embraer A-29 Super Tucano
como única opção de escolha. A força aérea mais poderosa e ativa do
mundo quer adquirir um avião de combate brasileiro.

Transportando o pensamento para o mundo dos carros, seria mais ou menos como se um hatch projetado no Brasil fosse eleito o pocket rocket do ano na Alemanha.



O avião é uma evolução do Tucano original, um dos treinadores a
hélice mais bem-sucedidos dos últimos 30 anos, exportado para países
como Reino Unido, França, Egito e Iraque. Denominado A-29, o Super
Tucano teve o enfoque modificado para ações de combate de baixa
intensidade, como a guerra contra guerrilhas, milícias e traficantes.
Leva duas metralhadores 0.5 integradas às asas e cinco cabides
compatíveis com bombas convencionais e guiadas, foguetes e mísseis
ar-ar. A aviônica é moderna, com computadores de bordo, visores digitais
multifunção, HUD e sensor infravermelho FLIR.



O Super Tucano entrou em serviço no Brasil em 2004, e hoje forma a
primeira linha de defesa da Amazônia. Além disso, já foi vendido para
outros seis países na América Latina, África e Ásia. E mais importante, o
modelo é bastante utilizado em missões reais desde 2007, principalmente
pela Colômbia. Dois anos atrás, foram eles os responsáveis pelo ataque
com bombas a laser que matou o nº2 das FARC, Raúl Reyes. Também já
abateram alguns aviões a serviço do tráfico.


Em 2009, a Blackwater – a principal empresa de segurança e
mercenários a serviço dos EUA – adquiriu um Super Tucano para fins de
pesquisa e treinamento de contra-insurgência. Lugares como o Afeganistão
e o Iraque, sem oposição aérea real, são cenários em que pequenos
aviões turboélice são muito mais econômicos e eficientes que caças a
jato. Posteriormente, o avião passou para a US Navy, para mais
avaliações.

A concorrência Light Air Support (LAS) prevê 20 aeronaves baseadas em
duas bases no Afeganistão, mais 15 unidades alocadas nos EUA. Na briga
com o nativo AT-6, o Super Tucano leva uma série de vantagens. Trata-se
de um avião maior e mais robusto, projetado desde o início para o
combate, totalmente operacional, e com centenas de missões reais no
currículo. Os AT-6, por enquanto, não passam de protótipos.



E se depender do veredicto da USAF, vão continuar sendo protótipos. O
problema é que o Congresso certamente vai levantar dificuldades na
escolha de um produto brasileiro em detrimento do americano, mesmo
levando em conta o fato de que, caso vença a concorrência, o Super
Tucano deve ser fabricado sob licença pela Northrop nos EUA.


Vale lembrar que o avião brasileiro já foi vítima de politicagens. Em
2004, o próprio governo norte-americano vetou a venda de 24 unidades
para a Venezuela – o Super Tucano traz vários sistemas de origem
americana, inclusive o motor. Mais atrás, em 1997, uma versão inicial do
A-29 venceu uma concorrência para ser o treinador padrão da OTAN em
bases situadas no Canadá.

Venceu, mas não levou: por pressão da canadense Bombardier, que na
época (e ainda hoje) concorria ferozmente com a Embraer no mercado de
jatos comerciais, o escolhido acabou sendo o Beechcraft T-6 II – o avião
que daria origem ao AT-6, seu adversário hoje em dia.


Fonte: Poder Aéreo

_________________


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Última edição por Cristiano Goulart em Seg 28 Nov 2011, 10:26, editado 1 vez(es)
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fcoalex
 
 
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MensagemAssunto: Re: Hawker Beechcraft excluída da concorrência Light Air Support   Seg 28 Nov 2011, 10:10

A vantagem do EMB-314 Super Tucano sobre o Hawker Beechcraft AT-6 Texan II é que o segundo é somente uma adaptação de uma aeronave puramente de Treinamento, o Hawker Beechcraft T-6 Texan II.

Já o Super Tucano, apesar de ter herdado o nome e algumas características físicas do EMB-312 Tucano, é uma aeronave totalmente diferente do seu antecessor, voltada à Operação e Ataque (para treinamento, a FAB ainda usa o Tucano).

Simplesmente as características do Super Tucano preenchem todos os requisitos do programa Light Air Support. Sendo que o Super Tucano também já tem Experiência de Combate. Em interceptações de tráfego aéreo e destruição de pistas clandestinas na Amazônia. Também foi utilizado pela Força Aérea Colombiana em patrulhamentos e ataques às FARC.

Já o concorrente, só voou em testes.

Mas... os americanos estão malhando a USAF (Força Aérea Americana) com muitos argumentos protecionistas.

No final, ou a USAF tem peito pra comprar o que mais atende às suas necessidades, ou esse programa é cancelado.

Abraços.


Última edição por fcoalex em Seg 28 Nov 2011, 12:08, editado 2 vez(es)
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gmenegaz
 
 
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MensagemAssunto: Re: Hawker Beechcraft excluída da concorrência Light Air Support   Seg 28 Nov 2011, 11:30

O avião é lindo! pena nossa credibilidade politica não é das melhores.
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gmenegaz
 
 
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MensagemAssunto: Re: Hawker Beechcraft excluída da concorrência Light Air Support   Qui 05 Jan 2012, 09:28

EUA suspendem contrato de compra de 20 aviões da Embraer

O governo dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a compra de 20 aviões militares Super Tucano, da Embraer, depois que uma rival abriu processo no país para contestar o resultado da licitação.

A Força Aérea dos EUA havia concedido o contrato de US$ 355 milhões em 22 de dezembro, mas, cinco dias depois, a Hawker Beechcraft anunciou decisão de contestar a licitação na Justiça, após sua aeronave AT-6 ser excluída da competição.

A Embraer havia divulgado na sexta-feira passada que tinha vencido a licitação para fornecer 20 unidades do A-29 Super Tucano, seu primeiro contrato com a Defesa americana.

"A concorrência e a avaliação de seleção foram justas, abertas e transparentes. A Força Aérea está confiante nos méritos de sua decisão de concessão do contrato e espera que o litígio seja rapidamente resolvido", divulgou em nota John Dorrian, porta-voz da Força Aérea norte-americana.

O contrato, em negociação há um ano, gerou resistências, principalmente entre congressistas do Kansas, Estado-sede da Hawker. Pedidos de investigação internacional para apurar eventual subsídio do Brasil à Embraer chegou a ser cogitado.

A avaliação é que um contrato dessa magnitude (em momento de crise econômica) e um setor tão sensível não podem chegar às mãos de uma empresa estrangeira.

AFEGANISTÃO

De acordo com a licitação, as aeronaves da Embraer serão fornecidas em parceria com a norte-americana Sierra Nevada Corporation (SNC) e serão utilizadas para treinamento avançado em vôo, reconhecimento e operações de apoio aéreo no Afeganistão.

O negócio inclui o fornecimento das aeronaves e do pacote de serviços, como treinamento de mecânicos e pilotos responsáveis pela operação do avião. A expectativa da empresa é conseguir vender mais 35 aviões para os EUA, o que pode elevar o contrato à cifra de US$ 950 milhões.

O A-29 Super Tucano, projetado para missões de contra-insurgência, atualmente é empregado por seis forças aéreas e possui encomendas de outras, segundo a Embraer.

Procurada pela Reuters, a Embraer preferiu não comentar o assunto.

VITRINE

Quando anunciou o contrato, a Embraer disse que o negócio será "uma grande vitrine". "Esse é o primeiro contrato com a Força Aérea dos EUA. Esse é um item sensível no maior mercado de defesa do mundo. Muitos países vão olhar isso", disse Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança.

Pelo contrato, a Embraer terá 60 meses para entregar esse primeiro lote, prazo que começa a contar já em janeiro de 2012. O primeiro avião terá de ser entregue em 2013.

Segundo o executivo da Embraer, a unidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), ainda será responsável por produzir grande parte do avião. A montagem final será feita nos EUA.

Com esse pedido, a Embraer alcança 200 encomendas do modelo Super Tucano (desenvolvido pela FAB em 1995 e exportado para vários países do mundo). Apenas 40 precisam ainda ser entregues (o que inclui o pedido da Força Aérea americana).


Fonte: Folha de São Paulo e REUTERS


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